bio | blog | galeria-gallery | HQs-comics
estúdio-studio | contato-contacts | links | cursos
 
Biografia
 
Quadros, tintas, Mônica e Didi

Superaventuras Marvel

Os primeiros mestres

Treinamento Ninja

Os Lutadores

Oficina de Quadrinhos

Os Impossíveis

Manicomics

Capitão Rapadura

Graph it Estúdios

Carbono 14

Joe Kubert School

Estúdio Daniel Brandão de Quadrinhos e Artes Gráficas

O retorno do Manicomics

Mercado brasileiro e mercado americano

Dark Horse e DC Comics

Quadros, tintas, Mônica e Didi

Oi tudo bem?

Meu nome é Daniel Brandão. Eu nasci no dia 03 de novembro de 1975 e, pelo que me lembro, sempre gostei de desenhar. Minha avó materna era pintora e quando eu tinha cinco anos ela já me levava a tira colo para as suas aulas de pintura. Para eu ficar quieto, a professora me dava uma tela pequena, um pincelzinho e algumas tintas.
Mais ou menos nessa época eu me lembro de ler revistinhas da turma da Mônica e, especialmente, dos Trapalhões (aquela primeira fase em que eles eram desenhados adultos). (topo)

Superaventuras Marvel

Porém aos nove anos um grande amigo me apresentou Superaventuras Marvel e meu Universo jamais foi o mesmo!
Cara, eu pirei com aqueles quadrinhos! Além de Superaventuras Marvel, lembro de Heróis da TV, Conan, Capitão América, Super Powers, Homem-Aranha, Hulk... Era muito bom!!! Todos em formatinho e baratos!!! Economizava uns trocados da merenda e comprava muitas revistas. Bons tempos que não voltam mais. (topo)

Os primeiros mestres

Cheguei a acreditar que Stan Lee desenhava todas as histórias da Marvel! Hehehe!
Depois, descobri que não. Na verdade os mestres por trás daqueles clássicos que mudaram a minha vida eram John Byrne, John Buscema, Roy Thomas, Gil Kane, John Romita, Frank Miller, dentre outras feras. (topo)

Treinamento Ninja

O Mestre do Kung Fu me influenciou na decisão de treinar para ser um Ninja. Essa empreitada foi interrompida por uma fratura no braço esquerdo... Quase exposta! Então, resolvi criar histórias de Ninjas, de heróis e do que mais viesse na telha.
Evandro, meu amigo que me apresentou a Marvel, já tinha um personagem Ninja, chamava-se Xerican. Não quis imitá-lo, então criei o Pantherman. Tenho certeza de que aquela saga, na qual um cientista cria uma máquina que transforma pantera em homem (pra que, eu não sei), seria um sucesso mundial se eu não tivesse perdido os originais em algum lugar. Sorte do gari que os encontrou! Hehehe! (topo)

Os Lutadores

Porém não desisti e comecei logo a desenhar a origem dos Lutadores. Era a história de dois irmãos que se chamavam assim porque... lutavam! Eles combatiam o Assassino Negro, que tinha a pele escura e matava pessoas. Alguém disse uma vez que o difícil era enxergar o óbvio...
Quando revejo essas páginas desenhadas em um A4 dobrado e arte-finalizadas com Bic, vejo o quanto eu copiava o David Mazzucchelli, Frank Miller e John Byrne. Na verdade queria ser o John Byrne quando crescesse. Hehehe! (topo)

Oficina de Quadrinhos

Meus quadrinhos eram uma tosqueira só, mas eu me divertia demais. Nunca pensei que isso poderia ser uma profissão. Até o dia que conheci a Oficina de Quadrinhos da UFC. Fui aceito como aluno em 1995. Lá publiquei pela primeira vez. Foi na revista PIUM e eu criei o personagem Noite especialmente para essa estréia. (topo)

Os Impossíveis

Na Oficina virei monitor e conheci o JJ Marreiro. Junto com ele me matriculei no curso de quadrinhos do Álvaro Rio. Lá conhecemos o Geraldo Borges e o trio que batizamos de Os Impossíveis começou a batalha. Nós nos chamávamos assim em homenagem a um desenho animado antigo que gostávamos muito (éramos o JJ Fluido, Geraldo Coiel e Daniel Multi-homem), porque trabalhar com quadrinhos no Brasil era algo praticamente impossível e também porque muitas vezes a gente chegou a fazer o impossível! Hehehe! (topo)

Manicomics

Juntos, criamos o MANICOMICS no final de 1996. De lá pra cá ele se tornou um dos fanzines mais premiados do Brasil. Naquela época a gente não imaginava isso. Tudo que queríamos era criar um veículo que servisse de válvula de escape para as nossas criações. Lembro com muito carinho daquela época... (topo)

Capitão Rapadura

Mais ou menos nesse mesmo período nós formamos a equipe que passou a produzir as HQs para a revista do Capitão Rapadura, criação do cartunista Mino. Sou MUITO grato a ele por essa oportunidade. Produzimos cerca de 15 edições da publicação e mais centenas de tiras para jornal. Trabalhei com o Rapadura até 2006. (topo)

Graph it Estúdios

Paralelamente a isso, Os Impossíveis, junto com Eduardo Ferreira, Wellington e Patrícia, criaram a Graph it Estúdios, o primeiro estúdio profissional de quadrinhos do Ceará.
Na Graph it fizemos um montão de coisas. Muitas ilustrações publicitárias, cartilhas, trabalhos institucionais, quadrinhos encomendados, autorais, o Manicomics, etc. Participamos em 1997 de um concurso nacional de quadrinhos promovido pela ABRA (Associação Brasileira de Arte) e fomos classificados. Isso nos encorajou a viajarmos para São Paulo de ônibus. Uma aventura! Lá conhecemos uma porção de gente importante: Flávio Colin, Shima, Marcelo Campos, Otávio Cariello, Roger Cruz, dentre outras feras. Distribuímos muitos Manicomics e fizemos muitos amigos.
Em 1998 abrimos a primeira turma do curso de histórias em quadrinhos da Graph it. Não esperávamos fechar uma turma sequer, mas graças a Deus a procura foi enorme e até hoje eu dou aula de quadrinhos e desenho. (topo)

Carbono 14

Meses depois eu fiquei sabendo que a Oficina de Quadrinhos iria ser demolida por causa das obras do METROFOR (esta obra ainda não foi acabada até hoje!). Por isso, em 1999 resolvi (junto com o JJ e o Geraldo) promover eventos mensais sobre quadrinhos na Oficina como uma forma de agradecimento por tudo que essa instituição fez pela formação do mercado de HQs do Ceará. Esses eventos resultaram no prêmio Carbono 14 de quadrinhos cearenses. A premiação aconteceu no início de 2000 e foi muito legal. Teve banda de rock tocando aberturas de desenhos animados, peça de teatro do Capitão Rapadura e muita confraternização no teatro do IBEU. Uma noite inesquecível. (topo)

Joe Kubert School

Neste ano (2000), Geraldo, JJ e eu fechamos a Graph it Estúdios, pois eu resolvi ir morar nos Estados Unidos para estudar na Joe Kubert School. Foi a realização de um sonho.
Sem dúvida, essa virada de século foi muito marcante para mim. Eu me casei e me mudei de mala e cuia para Nova Jersey. Aprendi muito. Meu desenho mudou totalmente. Pratiquei cerca de 12 horas por dia, de domingo a domingo. Tive grandes professores, mas sou muito grato a um em especial: Sérgio Cariello. Ele foi um segundo pai para mim! Não só me ensinou muitas técnicas, como também me passou grandes lições de vida.
Nos Estados Unidos aprendi muito mais que desenho e quadrinhos. Aprendi a ser uma pessoa melhor. Conheci pessoas extremamente humildes e generosas. Pessoas exemplares. Foram um ano e três meses inesquecíveis. Passei por situações difíceis, noites sem dormir e vários apertos. Mas por outro lado também logrei bastante sucesso. Publiquei como fantasma na revista Azrael, da DC Comics e ganhei um prêmio da Dark Horse por ser considerado o melhor aluno do primeiro ano da escola. No final de 2001, tive que voltar ao Brasil por conseqüência do atentado terrorista às Torres Gêmeas. (topo)

Estúdio Daniel Brandão de Quadrinhos e Artes Gráficas

Criei um novo estúdio de quadrinhos, agora levando o meu nome e reestruturei totalmente os cursos de Desenho e de Histórias em Quadrinhos, somando a eles tudo que aprendi na terra do tio Sam. Ainda neste ano (2001), me tornei um dos desenhistas oficiais do site Universo HQ, publiquei uma HQ na revista Sexy e fui premiado, junto com Arthur Ferraz e Denílson Albano, em Portugal com uma história sobre futebol. (topo)

O retorno do Manicomics

Nesta retomada da minha carreira aqui no Brasil, eu resolvi voltar a publicar o Manicomics também. Reuni-me com JJ (o Geraldo estava morando em Manaus, na ocasião) e eu passei a ser o editor do zine. JJ me ajudou na distribuição e na administração das correspondências. Editei mais de dez números com uma equipe de colaboradores espetacular: o próprio JJ, Falex, Jean Okada, Allan Goldman, Denílson Albano, Cristiano Lopes, Ronaldo Mendes, Antônio Eder, etc. Todos ajudaram muito mais do que apenas enviando histórias. Por causa desses talentos todos, o Manicomics passou a ser considerado o melhor fanzine do Brasil, ganhando dois HQ Mix e um prêmio DB Artes. Depois que deixei de ser editor e o genial JJ assumiu o barco, o zine ainda ganhou outro HQ Mix e mais um troféu Alfaiataria. Tenho um orgulho MUITO grande dessa publicação e uma enorme gratidão a todos os colaboradores que já publicaram em suas páginas. (topo)

Mercado brasileiro e mercado americano

Até 2003, dediquei muito a minha carreira ao mercado nacional. Neste período publiquei em muitos veículos, dentre eles, o Vórtice, a Pixel, Informal, Miscelânea, Diário do Nordeste, revista Wizard, Sexy Total, Central de Tiras, Mundo Estranho e Coleção 100 Respostas: Hanna-Barbera.
Em 2003 voltei a tentar trabalhar também para o mercado americano e gradualmente, ano a ano, estou conquistando meu espaço. Comecei fazendo apenas Comissions (desenhos encomendados) e cards para a A&E. Publiquei na Comic Book Artist especial sobre Will Eisner. Colaborei na arte-final para as revistas Jinday e Starkweather. (topo)

Dark Horse e DC Comics

Depois disso publiquei três títulos na AK Comics: Aya, Rakan e Jalila. Atualmente faço parte da Glass House Graphics e, através dessa agência, fiz o Yellow Jacket e uma capa do Who Wants to be a Superhero para a Dark Horse. Além de sketch Cards para a coleção Legacy da DC Comics.

Bem, por enquanto é isso. Devo ter esquecido de algumas passagens, pois a minha memória não é lá essas coisas, mas acho que as coisas mais importantes que fiz na carreira estão aqui. Aliás, minha carreira está em pleno andamento e assim que as coisas forem acontecendo eu irei atualizando a minha biografia. Acompanhem sempre o site. Tenho certeza de que coisas maravilhosas virão!

Muito obrigado!

Daniel Brandão (topo)