O seu tempo é agora!

outubro 10, 2018


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Você já se pegou pensando que talvez seu tempo para criar ou começar um projeto tenha passado? Ou que você precisa de um tempo certo para realmente começar a fazer algo que você quer – mas esse ainda não chegou? Até onde cada uma dessas coisas são reais e até onde são projeções de seus medos, receios e dúvidas?

Acreditamos que só exista um tempo: o agora. Lamentar-se pelas coisas que não se realizaram – quando estas estão sob seu controle – é continuar adiando seus sonhos e desejos: é duvidar de si mesmo. Esperar pelo momento, espaço, oportunidade adequados é temer o próprio sucesso, porque o grande fracasso é nunca ter tentado.

Não importa o momento de você começar a seguir sua vocação, sua paixão, nem se quando você a abraça ela parece diferente de tudo o que é feito – porque tudo o que ela precisa é que tenha sua verdade, sua sinceridade. Abrace seus medos e incertezas, abrace-os forte e sabendo que eles também refletem quem você é e permita-se até mesmo não ser bem sucedido em seu intento, mas empolgado o bastante para acordar e viver daquilo para sempre.

Força a todos.

Conhecem a escola de imagens Gobelins? Com base na frança, seu canal no YouTube é responsável por alguns dos mais belos curtas animados do site. Iemanjá é um pequeno curta que homenageia o costume brasileiros de homenagear a deusa do mar. Confira e se emocione no play.

Publicado por Daniel Brandão

O Estúdio Daniel Brandão produz quadrinhos, ilustrações, criações de personagens e mascotes. Aqui também são oferecidos cursos de Desenho, HQ, Desenho Avançado e Mangá, além de aulas particulares.

Sobre Política, Comunicação e Arte

outubro 05, 2018


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Existem muitas maneiras de se posicionar politicamente durante a vida. Somos seres políticos e, de forma intencional ou não. Agimos politicamente, conversamos politicamente e fazemos nossas escolhas por questões políticas. O voto é apenas uma das muitas maneiras de se manifestar quanto a isso.

Damos segura importância à arte como uma dessas maneiras. Somos adeptos da ideia – disseminada por Neil Gaiman – de se fazer boa arte, inclusive para transformar: a nós mesmos, a quem é tocado pelo nosso trabalho e, quem sabe, mesmo que a passos de formiguinha, mudar o próprio mundo.

Estamos, de fato, em um momento muito complexo, no qual algumas coisas parecem muito assustadoras. Pessoas nutrindo ódio e extremismos muito grandes – a ponto de distanciar ou apartar ou brigar com seus mais próximos, familiares e amigos, tudo por divergências políticas.

Achamos que o ódio não deve ser propagado, ele não deve dominar esse momento tão importante que é sim um momento de discussão política, de ideias, de respeito ao outro e à tolerância. As pessoas estão perdendo essa noção por conta de extremismos e potencializações – e acabam sofrendo com redes sociais, fakenews e terrorismos outros disseminados pela mídia.

Nós do Estúdio Daniel Brandão temos o posicionamento a favor da arte como uma linguagem/manifestação política. Estamos do lado do amor ao próximo e da tolerância. Somos contra extremismos, violências e intolerâncias – é paradoxal, mas não dá pra ser tolerante com posicionamentos que concordam com essas ideias.

Somos a favor do amor, da paz, do diálogo, do desenvolvimento humano. Acreditamos piamente na importância de existir uma base digna pra todos os seres humanos e, a partir dessa ideia, que todos possam se desenvolver, se educar, e ter oportunidade de crescer na vida.

Assim, através dessa forma amorosa, pacífica, tolerante, humana, nos colocamos a favor do diálogo, da discussão política, da boa arte e contra a intolerância, os preconceitos de raça, gênero, sexualidades – pedimos paz, calma, empatia e voto consciente. Temos muita esperança no ser humano e no futuro e, não importa como ele seja, estaremos aqui… fazendo boa arte.

Publicado por Daniel Brandão

O Estúdio Daniel Brandão produz quadrinhos, ilustrações, criações de personagens e mascotes. Aqui também são oferecidos cursos de Desenho, HQ, Desenho Avançado e Mangá, além de aulas particulares.

Do que é feita a criatividade?

outubro 03, 2018


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Será que existe um trabalho 100% original, nascido do grande “zero” criativo de seu produtor? Acreditamos com segurança que não. Toda e qualquer obra é resultado de um conjunto de fatores: família, sociedade, cultura e, principalmente, as obras que vieram antes.

Muitos autores clamam pela originalidade “pura”, aquela que é completamente livre de toda e qualquer influência, mas pensar dessa forma é se imaginar num mundo sem leituras, filmes, desenhos ou, indo mais longe, sem espaço, estruturas, climas, natureza. Porque a expressão artística passa pela etapa de copiar aquilo que você primeiro tem contato: as crianças copiam o mundo a sua volta, os desenhistas começam copiando seus artistas preferidos para entender como eles chegaram a certas soluções.

Após isso, transforma-se as ideias, dando uma direção muitas vezes não vista pela o “autor-influenciador”, encontrando pontos de vista inesperados para algo já conhecido e, por fim, chega-se à arte “original’, na verdade, a arte com a identidade e impressão única de cada artista, através da combinação de tudo o que ele sente, conhece, consome, é – naquele momento, por aquele instante.

Assim, a verdadeira arte não é algo “puro”, livre do mundo ao redor, mas algo completamente orgânico, uma miscigenação daquilo que nos faz humanos.

Então estude, transforme e combine!

Everything is a Remix é um documentário feito por Kirby Ferguson que procura investigar as origens, o presente e o futuro da produção de cultura e tudo o que a envolve. Dê o play e confira.

Publicado por Daniel Brandão

O Estúdio Daniel Brandão produz quadrinhos, ilustrações, criações de personagens e mascotes. Aqui também são oferecidos cursos de Desenho, HQ, Desenho Avançado e Mangá, além de aulas particulares.

Há mais na vida do que ser feliz

setembro 26, 2018


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O texto de hoje é inspirado/retirado da palestra da jornalista e escritora Emily Esfahani Smith para o TED: There’s more to life than being happy (Há mais na vida do que ser feliz – em tradução livre), cujo vídeo foi replicado depois do texto.


Existe, hoje em dia, uma certa pressa entre jovens (e mesmo experientes) artistas em transformar sua arte em trabalho e, por sua vez, em dinheiro. Não é algo condenável e o segundo costuma ser (também) um indicador de sucesso e reconhecimento, além de trazer segurança e conforto para se continuar produzindo. Mas acreditamos que isso é uma consequência, não um fim.

Fazer arte tem muito a ver com pertencer a um lugar, um grupo, uma comunidade. Quando se produz e se expõe arte, esta nos aproxima de pessoas que se identificam com ela e que costumam ter uma linguagem e pensamentos bem semelhantes, dando segurança de não se estar sozinho no mundo.

Criar arte também é muito relacionado a se ter um propósito: produz-se porque sentimentos devem ser expressos, informações devem ser passadas, porque aquelas horas da madrugada em que se está concentrado pintando, desenhando, escrevendo deixam a vida mais plena, mais real – tanto que quando se acaba uma peça de arte, o coração já se movimenta para a próxima.

Outro sentimento que a produção de arte conjuga é de se sentir parte de algo maior, de que aquilo que se faz poderá alcançar, tocar e mover outros, porque a língua da arte pode tanto íntima e única, mas também universal. Muitos autores falam dessa sensação de transcendência ao se produzir: JM Dematteis, roteirista de quadrinhos americano, certa vez disse “a única coisa que me mantém fazendo [arte] é a certeza de que faço algo maior que eu mesmo” (texto adaptado) – outros percebem essa sensação depois de publicados e verem o quanto suas obras marcam e mobilizam outros.

Por fim, criar envolve contar uma importante história: a do próprio artista. É uma forma de descobrir uma verdade sincera sobre si mesmo, numa linguagem e símbolos com os quais se sente à vontade, muitas vezes num processo de autodescoberta e aceitação constantes, já que uma obra sempre leva à outra e à seguinte e cada uma delas dizem algo, revelam algo, demonstram algo.

E você, artista, já produziu hoje?

A jornalista e escritora Emily Esfahani Smith depõe no TED Talks sobre seus estudos acerca da vida e do que acreditamos ser felicidade. Sua curta palestra inspirou a newsletter dessa semana, na qual adaptamos sua fala para o que dá sentido à nossa vida: arte. Dê o play e confira.

*Atenção: vídeo em inglês, mas ative as legendas em português no botão “Legendas”!

Publicado por Daniel Brandão

O Estúdio Daniel Brandão produz quadrinhos, ilustrações, criações de personagens e mascotes. Aqui também são oferecidos cursos de Desenho, HQ, Desenho Avançado e Mangá, além de aulas particulares.

Entrevista com Daniel Brandão

setembro 11, 2018


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Janaína Olívia da Silva Cechet, professora de Língua Portuguesa da EE “Cônego Manuel Alves” (Limeira/SP), mandou uma série de perguntas sobre a produção e carreira do Daniel Brandão. A entrevista faz parte do Projeto de Leitura e Produção de Histórias em Quadrinhos, com alunos do 6° ano do Ensino Fundamental, os quais elaboraram a entrevista a partir de sugestão de pesquisa que fizeram em aula. O projeto nasceu após a participação da Janaína no Curso de Quadrinhos em Sala de Aula, oferecido pela Fundação Demócrito Rocha (que recentemente reabriu seu primeiro curso: o de Histórias em Quadrinhos! Confira clicando AQUI).

Leia a entrevista feita pelos alunos logo a seguir!

1. Quando você se apaixonou pelas HQs?

Eu me apaixonei por quadrinhos muito cedo. Lembro que com uns 5, 6 anos já tinha quadrinhos da Turma da MônicaPelezinho e Os Trapalhões na minha casa. Gostava de ler aqueles gibis e de rabiscar. Mas acredito que a paixão passou a ficar mais séria aos 9 anos, quando fui apresentado à revista Superaventuras Marvel. Eu me encantei com aqueles personagens e pelos desenhos. Logo quis ler tudo de heróis e comecei a copiar aqueles desenhos fantásticos.

2. Quando você era pequeno já sabiam desenhar?

Toda criança sabe desenhar. Eu não era diferente de nenhuma outra criança. O desenho faz parte da nossa infância. O problema é que muitas crianças e adolescentes interrompem o processo e se tornam “adultos que não desenham”. Eu não interrompi o meu.

3. Você sempre quis ser um quadrinista desde pequeno?

Não. Nem sabia que quadrinista era uma profissão possível até os meus 19 anos. Na infância e adolescência fazia quadrinhos por pura diversão. Tanto é que o meu primeiro vestibular foi para Direito. Mas quando conheci a Oficina de Quadrinhos da UFC, descobri a real possibilidade de trabalhar com quadrinhos e meu mundo mudou completamente.

4. Quais são as suas inspirações na hora de desenhar?

Acima de tudo, a vida. Gosto de desenhar o que vejo, sinto e admiro. Sou muito sensível e atento aos detalhes e tento colocar essas minhas impressões no papel. Também sou influenciado por quadrinhos, artistas, filmes, séries, músicas etc. Tudo que vivencio me influencia.

5. Quem (ou o que) te inspirou a ser quadrinista?

Muita gente me inspirou, influenciou e ajudou para que eu fosse quadrinista. Começando pelo meu amigo Evandro que me apresentou a Superaventuras Marvel. Era com ele que eu desenhava minhas primeiras páginas com 9, 10 anos de idade. Depois, o professor Geraldo Jesuíno, criador da Oficina de Quadrinhos da UFC. Os artistas locais Mino e Al Rio também me ajudaram muito. Além de meus colegas de profissão JJ Marreiro e Geraldo Borges.

6. Qual é a sensação ao desenhar?

Quando desenho, fico bem. É como uma meditação para mim. Sinto que estou fazendo o que melhor sei fazer. me sinto afetado pelo desenho e sinto que posso sensibilizar alguém com aqueles traços. É algo extraordinário.

7. Com quantos anos você começou a escrever HQ? Qual foi sua primeira HQ?

Comecei com 9 anos. A minha primeira HQ foi de um personagem que criei nesta época chamado Pantherman. Acho muito engraçado quando lembro dele hoje em dia. Foi divertido.

8. Como você lançou sua carreira?

Comecei a minha carreira desenhando o Capitão Rapadura para o Mino, criador do personagem. Na mesma época, criei a Graph It Studios, com JJ Marreiro e Geraldo Borges e lançamos a revista independente Manicomics. Tudo começou daí.

9. Qual foi a história em quadrinhos mais difícil para você fazer?

Eita! Pergunta difícil. Para mim, fazer quadrinhos não é nada fácil. Requer muito trabalho e energia da minha parte. Mas acho que as mais difíceis foram aquelas que não consegui terminar. Estas são um peso pra mim até hoje…

10. Qual HQ você mais gostou?

A história em quadrinhos que fiz e que mais gostei sem sombra de dúvida é a Liz. Ela é uma personagem baseada na minha filha. Já lancei uma revista e seis livros com ela e atualmente faço tiras diárias para o jornal O Povo chamada Os Mundos de Liz.

11. Qual HQ você mais teve trabalho para escrever?

As HQs encomendadas por clientes dão bem mais trabalho para escrever que as autorais. Porque os clientes pedem temas que exigem mais pesquisas da minha parte. Confesso que não lembro qual foi a mais difícil.

12. Qual foi a sua HQ mais famosa? Por Quê?

Também não sei responder. Eu publiquei na revista Azrael, da DC Comics, participei de um livro da Maurício de Sousa Produções… Mas talvez eu seja mais conhecido hoje em dia por ser o autor de Liz.

13. O que você cria primeiro, o roteiro ou o desenho do personagem?

O roteiro. A história é a etapa mais importante. Nos quadrinhos, tudo está a serviço da história.

14. Como você pensa que as suas histórias podem influenciar a vida dos seus leitores, principalmente na nossa idade?

Nossa, sinto uma responsabilidade grande quanto a isso. Eu espero que minhas histórias inspirem pessoas. Que as façam pensar, que as divirtam e que as ajude a querer ser uma pessoa melhor e mais generosa todos os dias. Sei que soa pretensioso, mas este é meu sonho. Se meus quadrinhos fizerem por alguém pelo menos um pouquinho do que os quadrinhos fizeram por mim, já estarei muito feliz.

15. Qual conselho você deixa para quem quer iniciar a leitura e a escrita de histórias em quadrinhos?

Acho que o que vou falar é simples e óbvio. Mas o que posso dizer é: estude, goste de estudar, de aprender sobre tudo; viva intensamente e esteja atento a tudo; goste de ler muito e pratique a escrita com frequência. O quadrinista é antes de tudo um contador de histórias e os melhores contadores de histórias são os melhores ouvintes, as pessoas que mais têm interesse em aprender coisas novas todos os dias.

Publicado por Daniel Brandão

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